O que é DEX (Delta Exposure) e como interpretar a ferramenta?
O DEX (Delta Exposure) mede quanto os participantes do mercado — principalmente Market Makers, fundos de volatilidade e hedgers institucionais — precisam comprar ou vender em ações para manter suas posições protegidas (delta neutral) conforme o preço se move em direção a cada strike.
Diferente do GEX, que mede a aceleração do hedge (gamma), o DEX mede o volume direcional de hedge: quantas ações precisam ser negociadas e em qual sentido. Esse fluxo cria pressão compradora ou vendedora real e previsível.
Delta Positivo (+DEX)
Características: Pressão compradora embutida no mercado de opções.
Dinâmica: Market Makers precisam comprar ações para hedge conforme o preço sobe em direção ao strike.
Efeito: Cria combustível para movimentos de alta e suporte implícito em determinados níveis.
Delta Negativo (−DEX)
Características: Pressão vendedora embutida no mercado de opções.
Dinâmica: Market Makers precisam vender ações para hedge conforme o preço cai em direção ao strike.
Efeito: Cria resistência implícita e pode amplificar movimentos de queda.
Fórmula e interpretação prática
DEX = OI × Delta × 100. Exemplo: 10.000 calls vendidas com delta 0.5 → MM precisa comprar 500.000 ações se preço atingir aquele strike. O DEX Descoberto filtra apenas posições que realmente forçam hedge — eliminando posições cobertas que se cancelam mutuamente — e representa o fluxo com maior impacto real no preço.
DEX vs GEX
O GEX mede a aceleração do hedge (como o fluxo muda com o preço). O DEX mede o volume absoluto de hedge necessário. Ambos são complementares: GEX define o regime; DEX define a pressão direcional.
Horizonte temporal
O impacto do DEX é mais significativo próximo aos vencimentos mensais e em eventos de alta concentração de OI — períodos nos quais o fluxo de hedge institucional pode mover o mercado de forma previsível.